segunda-feira, julho 03, 2006

::: Minhas lamentações guiam meu choro contido

Meu complexo por falar embolado continua... Os deboches me deixam assim, cabisbaixo e entristecido... E andam dizendo por aí que venho criando supostos emails para puxar papo com quem eu vejo quase todos os dias, venho me enchendo porque ela tem medo de morrer, venho me queixando porque eu não posso ficar estressado, eu tenho que ser sempre, um poço de calma e compreensão... Isso é o que ando ouvindo ultimamente...

E onde ficam minhas angústias?
Minhas dores não me doem o peito?
Minhas rugas e galhos nascem e crescem menos que os dos outros?
Que se fodam as pessoas que me (des)conhecem por completo...

E passou-se um ano, e passou-se dois anos, e os dois estranhos continuaram para sempre... Estranhos e alheios um ao outro...

O que você queria por escrito está aqui: "VAI TOMAR NO CU!".

domingo, julho 02, 2006

::: post and script

Minhas incertezas me guiam para uma segunda azul-gelada...
Correndo contra o tempo que não tenho... E as histórias que ainda não escrevi...
Com os pés descalços rachados pela secura do solo... Não frutifiquei nesta estação morta que amanhece todas os dias... Calada e escaldada em um líquido esbranquiçado e viscoso...

Enquanto o teclado faz sons gostosos 'preu' ouvir... no outro cômodo, alguém se depila com um barbeador elétrico estridente...

Sem mais por hoje...
Esperando que as meias coloridas sequem antes do amanhecer...

segunda-feira, maio 01, 2006

::: O gigantesco olhar de uma menina pequena

Olá minha pequena, é difícil pra mim, que não sei transformar os sentimentos em palavras, explicar a saudade que sinto de você.
Saudade do sorriso,
Saudade do olhar bobo de menina apaixonada, olhar que as vezes se torna inocente, e outras vezes, é cruel e impiedoso.
Vontade de você.
Vontade de sentir os teus cabelos fazendo cócegas em meu nariz.
Vontade de acordar durante a noite com esse teu cheiro de menina-mulher exalando desejo.

Dizem que a semana tem poucos dias, e o dia na verdade tem poucas horas. Até mesmo eu pensava assim, dizendo que o tempo passa depressa e que quando a gente menos esperar, nos veremos novamente. Mas a questão não é o pouco tempo que falta para que a gente se veja, a questão é pouco tempo que tenho para me deliciar com o teu sorriso, o pouco tempo que tenho para me esbaldar em sua voz gostosa, pouco tempo para ouvir as tuas verdades, mesmo que elas não sejam absolutas (ainda bem).

Suas incertezas me fazer ter a certeza de que eu quero, que eu te quero, ao meu lado, à minha frente, atrás de mim, para me guiar pro nada, para ficar deitado descobrindo trechos mórbidos da minha existência quase infantil. Te quero, mesmo quando você não precisar de mim, mesmo quando você não me quiser mais. Te quero.

Talvez eu seja um verdadeiro bosta. Que não vai a sua casa, que não sai de casa, que fica preocupado e que faz pouco para que essas preocupações se acalmem indo de encontro à você.

Sou um bosta, é verdade, mais inseguro do que qualquer um que você possa ter conhecido.

Também não sei se tenho algo para lhe dar, mesmo que o que eu tenha para te dar seja pouco, no final das contas, espero que o pouco seja muito.

Saudade de você pequena.
De cada pedacinho seu.
Te adoro...
Todos os dias.

segunda-feira, abril 17, 2006

A invisível arte de desdizer as coisas

- Digo as coisas e parece que tudo o que eu te falo é somente um monte de palavras sem efeito e sem forma, algo que tanto faz se eu disser ou deixar de dizer.
- É, acho que é mais ou menos por aí.
- Mas o que eu digo pra você é verdadeiro, é sincero. (E aqui as lágrimas começam).
- Pára de chorar, tá chorando por quê? Estamos aqui conversando numa boa e você começa a chorar, pra que isso? (A vontade era de dar um tapa na bunda da pessoa em questão e mandá-la engolir o choro, da mesma forma que mamãe fazia quando se irritava com as minhas manhas e choros sem motivo - Dava um tapa com as havaianas (me lembro da marca, porque ela ficava escrita na minha bunda quando mamãe batia em mim, no solado de borracha vinha escrito (de fábrica), HAVAIANAS AS LEGÍTIMAS. Depois disso falava em tom histérico: 'Engole o choro menino!').
- Eu tô chorando porque você não acredita em mim, como eu te disse, parece que tudo o que eu te falo é somente um amontoado de palavras sem sentido, parece que tudo o que eu te falo é da boca pra fora, por que você não acredita em mim?
- Eu não disse que não acredito em você, disse somente que o que você diz pode realmente não fazer muito sentido para mim. (Como será que uma pessoa pode pensar que chorar e ter esse tipo de diálogo vai resolver alguma coisa? Se você desconfia de algo ou alguém? Você iria achar que essa pessoa não esta fazendo sacanagem somente porque ela está ali, aos prantos na sua frente?).
- Você gosta de mim?
- Claro que gosto benzinho, sei lá, as vezes eu sou um idiota mesmo, pára de chorar que eu não gosto de vê-la chorando. (Sempre me rendo as lágrimas femininas, mamãe diz que eu tenho o coração mole, eu continuo não acreditando em um monte de coisas, mas tem horas que duvidar demais atrapalha as coisas).
E ela me deu uma lambida no braço com a língua molhada neste exato momento...
- Caralho mulher, a gente está aqui discutindo, você chorando, e ainda me dá uma lambida no braço? Você só pensa em sexo? Você é ninfomaníaca?
- Você é uma estúpido mesmo, sabia? Aqui pra você, óhhh (disse isso me mostrando o seu dedo médio).
Homero já devia saber dessas coisas, pensar antes de falar deve ser um dom memorável. O problema é que isso não está escrito em nenhum manual de boas maneiras e muito menos em algum livro filosófico sobre como se portar diante da pessoa com quem você se relaciona. Um dia, quanto eu for expert no assunto, talvez eu faça um destes manuais. O foda é que... Manuais nunca funcionam, o meu aspirador de pó não chupa... (o pó) quando este está embebido em água, mas no manual diz que, aspira tanto pó quanto água. É um troço estranho, mas que com o tempo a gente vai aprendendo a não interpretar ao pé da letra...

Éfe-i-ene.

segunda-feira, março 06, 2006


Para Aninha:

O cheiro da chuva me abre o apetite, enquanto mastigo guimbas e sonhos perdidos, envoltos em bílis e têmporas de baiacus borrachudamente anêmicos. Você se dá ao desfrute de me chamar de veado simplesmente porque eu gosto de passear com minha mochila cor-de-rosa pelas ruas cimentas de nublados cor de sol. Sua voz me aporrinha como trovões em dia de tempestade seca. Seu ego me machuca muito mais do que as chibatadas que você costuma me dar durante nossas noites divertidas de sexo selvagem. Meu grito abafado por teus dedos largos. Ecos.

Quantos dedos de meus pés são necessários para chutar a porta que guarda seus ouvidos? Um coração com dedos e unhas que arranham as paredes do meu intestino. Lhe agradeço pelos segundos de afeto e resguardo. Pelas vontades e verdades que me foram cuspidas. Mas estou lhe escrevendo para dizer que não posso mais continuar com essa babaquice. Não gosto de você. Achava seus pés sexis, mas depois que as frieiras começaram a aparecer não mais posso continuar com essa farsa.

Obrigado e adeus,
Com amor,

Chiquinho Horta.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Um hálito de música
Um sopro de sono e a garantia de que o dia termina da mesma maneira que começa: ESCURO!
Um gole d'água cor-de-rosa
Uma pílula inodora, incolor e insípida.
GELO: Do olhar que repreende
CALOR: Do interior molhado que acalma a secura do sorriso desdentado.
LUZ: Da cegueira que me guia em passadas curtas à pequenos trechos (estreitos) de boa vontade.
Um hálito de sopro
Um sono de música
Que sempre termina da mesma maneira que começa...
MUDA.

quarta-feira, janeiro 25, 2006


Porque a vida é um amontoado de poesias mal escritas, guimbas que nascem no céu desesperado do amargor despreocupado, de quem um dia... nasceu grande pra se acabar pequeno...